abril 29, 2004

Manual para a Doxolândia

Brilhante. Poucas coisas na vida são mais satisfatórias que sentir orgulho dos amigos.

abril 24, 2004

Aww, Eris

Não resisto, mesmo atrasado também quero rosetar.

'1. pegue o livro mais próximo de você
2. abra o livro na página 23
3. ache a quinta frase
4. poste o texto em seu blog junto com estas instruções'

Despite the ubiquity of humour "wet and dry", despite the perpetual deflation of sentiment and the negation of values which we find in Ulysses, there is an undertone of despair, the failure of an Icarus soaring sunwards to hold his flight.

Nhé. Sem graça. "James Joyce's Ulysses", de Stuart Gilbert.1

1 Não me olhe assim. Ganhei de presente do estimado lixo tedesco no dia 11 de novembro de 2000 ("para o exu gordinho mojo lopes" etc.).

abril 23, 2004

Suddenly I felt very gay

Um mimo paratextual para meu querido Renato D. Parada, esquire.

[Apenas ele e alguns amigos entenderão a graça da referência, mas para não ser tachado de obscurantista - logo eu, tão popularesco! - incluo algum conteúdo genérico ao final do post.]

God preserve me from disgusting women, there's nothing worse in this world.

Fragmento de "Maiden Voyage", escrito por Denton Welch; obra cuja tradução estou concluindo agora mesmo. Quando foi lançado, em 1943, alguém disse que "fedia a homossexualismo". Nem tanto. O personagem até poderia ser heterossexual, ainda que facilmente tachável de mulherzinha.

É um texto bonito. Excelente estilo, o do rapaz. Telegráfico (menos quando resolve descrever objetos antigos, piqueniques ou quetais) e preciso sem ser preciosista. Uma pena ter morrido quase criança.

Não publiquei a tradução da frase citada porque sou supersticioso.

(Ah: a partir de hoje temos telefone aqui em casa. O que ainda não tenho é tempo; preciso cuidar da versão final do texto do Welch e o prazo restante é escasso. Em maio eu volto. Agora vou ali pesquisar tipos de porcelana e tecidos de cortina para as - nham! - notas de rodapé.)

abril 02, 2004

Words from my dearest friend

Se precisamos provar algo a nosso respeito, flertamos com a escravidão. Devemos ser auto-suficientes e nobres, sem traço algum de arrogância. É a arrogância que está sempre buscando provar alguma coisa e fornecer justificativas. A nobreza não oferece justificativa alguma, é intrinsecamente correta.

Se alguém questionar nossas atitudes, não devemos tentar nos explicar. Outra pessoa nunca poderá realmente compreender-nos pelo mesmo viés que usamos. Não devemos responder a tais questionamentos com justificativas, mas com gentileza. Sem fazer alarde, a gentileza demonstra que não somos medíocres, ao mesmo tempo em que impede a manifestação de qualquer traço de mediocridade exterior.

De Ubik. Agora em inglês, fabuloso como sempre.

(O trecho acima, do post Hypocrisy and the Value of Energy, foi traduzido traiçoeiramente com base em minhas prerrogativas de biógrafo oficial do sr. Eduardo Pinheiro de Souza. Ele vai reclamar, ah, vai sim. Ganhará em troca o sorriso dos meus olhos de capivara, que com vidros espessos protejo do mundo que destruiriam por acidente).

abril 01, 2004

Nenhum post para este mês

, como se diz lá no Exquisite. Até o dia primeiro de maio estou tão cheio de trabalho que até precisei recusar um servicinho mui atraente. Pena. Mas, como diria um Pilla imaginário, se vamos viver disso então vamos viver disso. Segue o baile. E ah: continuo semi-offline. Paciência, gente.

 






Ever tried. Ever failed. No matter. Try again. Fail again. Fail better.
Samuel Beckett (1906-1989)