maio 31, 2004

Addiction. Vice. Sleaze. Smut.

Word association. Oh, maldição.

maio 29, 2004

Música popular


Otto Skorzeny, austríaco malvado

Até os indies reconhecem, pelo jeito: melhor disco da melhor banda.

A propósito, saiu o Halo, disco ao vivo. Muito bom. Eles também gostaram, mas nem tanto. Previsível.

De qualquer modo é estranho (não ruim, não bom: estranho) ver resenhas do C93 fora de sites como o adorável Funprox; por sinal, está sendo reconstruído, e minha intuição absorta diz que isso é um mau sinal.

O último disco, aquele Hypnagogue, tinha um texto ótimo chamado "Skull of my father". Bonito, bonito mesmo.

Certo, agora podem voltar ao livro que eu sei que vocês estavam lendo lá no Orkut. Eu vou acender o cachimbo e me afundar na poltrona azul enquanto minha esposa pinta as unhas de algo entre negro com glitter e beringela ("não tem glitter", ela insiste). Que seja.

Vou assistir a um documentário sobre a Waffen SS. Tem cenas raras, inclusive coloridas, e depoimentos de soldados (tanto da WSS quanto da Wehrmacht) que agora são velhinhos que repetem coisas como "Kameradschaft" com olhos marejados. Se alguém também quiser e usar Emule/Edonkey/Overnet/etc, é só pegar, estou compartilhando. Tem no BitTorrent também, mas não estou (ahn) seeding.

Nota: o documentário é em alemão, sem legendas. Bom de olhar as imagens, entender umas cento e sessenta e duas palavras durante quarenta minutos e sentir muita vergonha de não dominar um idioma tão curioso.

Compreendendo ou não o áudio, o documentário me parece coisa fina para quem também é historiador bélico de poltrona, seja azul ou beringela com glitter. ("Não tem glitter!"). Tá, Fabi. Não tem glitter. O que te fizer feliz, milady.

Ainda sobre o capítulo segundo da Grande Guerra, acho que no aniversário de sessentinha da Overlord faço uns comentários extensos por aqui. Acho. Vamos ver. Ninguém está olhando, eu sei.

(A temperatura está muito civilizada em Porto Alegre. Também estou baixando filmes do Jan Svankmajer e dos irmãos Quay: assistam, procurem, são mestres).

Amanhã vou comer pirarucu.

Pom pom pom pom, pom pom, pom pom.

maio 24, 2004

Remember Ku Klux Pissalonga

Daniel Pellizzari
BRING ME YOUR LOVE (TROPICAL)
pixels sobre tela, 2001

maio 03, 2004

Elementos de estilo

Em 1937, apenas dois anos antes da guerra, Stálin ordenara a chacina de trinta e cinco mil oficiais do Exército Vermelho, metade dos antigos oficiais russos, simplesmente porque não confiava em cavalheiros.

Alguém me faça parar de rir com esta frase. Tenho um livro a revisar.

Genichiro Takahashi

Gah! Finalmente. Encomendarei assim que ALGUÉM me pagar. No momento, estou mais próximo do SPC que da importação de livros. Mas esse sujeito eu quero muito ler, muito muito mesmo. Gostei dos comentários, tive uma intuição favorável a respeito.

Escritores japoneses são como os russos; é difícil achar um que seja ruim. Até os mais ou menos são empolgantes. Os ruins pelo menos rendem boas fotografias (Solienitsin, rei) ou nomes muito sonoros (Banana Hashimoto, alguém leu?).

Kobo Abe também desliza pela língua de maneira curiosa, mas o escritor é interessante (corolário, agora temos). Li o Sunna no onna (mas não assisti ao filme, dizem que é bom), na tradução para o inglês ("Woman in the dunes"), e o Ark sakura. Este último é bem parecido com o outro, até pela ambientação claustrofóbica, mas é também uma curiosa ode ao espírito obsessivo-compulsivo. Achei mais divertida que a mais famosa obra dessa categoria, escrita por aquele francês de bigodim. Não, nunca li até o fim. Nem lembro se terminei o primeiro volume. Chato demais.

Franceses, humpf. Quem se salva? O Perec, creio. Outros, é certo; mas superestimam pacas esse povo, eh?

Voltando aos japas:

O Galera gosta de Mishima. Tem boas descrições, eu digo.

Agora volto a trabalhar. Notinhas, revisões, sono, mau humor e um tanto de fome. Um dia, algum depósito chega, nem que seja do além-mar (sei).

(Não se pode esquecer que o Perec era judeu. Viva os hebreus, danem-se esses francos de uma figa).

 






Ever tried. Ever failed. No matter. Try again. Fail again. Fail better.
Samuel Beckett (1906-1989)